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Dos incêndios do lixão, à esperança para as futuras gerações
Por Marco Leite (Notícias da Aldeia)
Sou um sonhador e positivista, durante os anos que moro em Canoas, sempre ouvia e via o sofrimento dos moradores de Niterói e imediações com os constantes incêndios do Lixão do Parque Industrial Jorge Lanner.

O lixo que insistia em queimar por cerca demais de 25 anos, com o descarte irregular de toda a região metropolitana. Começou a mudar de realidade em abril de 2019 e em menos de um ano se transformou na maior usina de reciclagem de resíduos da América Latina.

Uma parceria público/privada com a empresa SBR Reciclagem, começou a mudar a vida da marginalizada população que vivia do lixo e recorrendo aos perigos do lixão. Hoje 110 funcionários fazem a usina funcionar e a grande maioria deles são os antigos catadores que foram encaminhados à empresa pelo Banco de Oportunidades, uma exigência do município. Conversamos com alguns funcionários (veja o relato de um deles em vídeo) e descobrimos hoje, pessoas que antes estavam na marginalidade, virarem cidadãos, com carteira assinada e todos os direitos que um trabalhador deve ter como férias remuneradas, décimo terceiro, fundo de garantia e uma futura aposentadoria. É a esperança nascendo do lixo e de um sonho real.

MENINA DOS OLHOS

A cereja do bolo da Usina de Reciclagem está na educação das futuras gerações, o projeto Usina do Saber, vai proporcionar às crianças que através do conhecimento possam transmitir aos seus familiares e assim formar uma corrente do bem, onde o reciclar será o elemento fundamental.

Para isso a Usina conta com dois ônibus, onde ela levará estudantes de Canoas para conhecer suas dependências e muito mais que isso, eles terão a disposição uma pequena usina que dará a ideia de como funciona o processo, saindo do passeio com um conhecimento básico da educação ambiental e de como a vida pode ser melhor com a reciclagem. Vale lembrar, que as visitas e passeio estão suspensos devido a Pandemia, para a segurança dos pequenos.

UMA NOVA FORMA DE CUIDAR DO LIXÃO

Em nossa visita fomos acompanhados pelo Secretário de Serviços Urbanos, Guilherme Santos, e ele gentilmente nos levou para conhecer a estrutura da usina e a área recuperada, onde antes era um grande lixão e que gerava incêndios por combustão espontânea, ou por queimadas provocadas pelos próprios catadores. Hoje as queimadas não acontecem mais e os incêndios causados por anos de acúmulo de lixo, que causam a combustão espontânea, são 24 horas monitorados pelas brigadas de incêndio.

Muito mais que números, e eles são de enormes volumes de lixo recebido e reciclado, está à consciência ambiental como é tratado o projeto, tudo é pensado com visão de futuro. É o fazer hoje, pensando nas futuras gerações.

Não sou analista de números apesar de eles serem importantes, mas de resultados, o que vi foi gratificante. Essa nova forma, inédita, de transformar o lixo tem atraído empresas parceiras, cerca de 80, que costumavam descartar anteriormente o lixo irregularmente.

É uma nova forma de pensar nosso lixo, indicando caminhos de como fazer o descarte, como:

1 – Pequenos Descartes de entulhos e caliça (resto de obra)

Levar a um Ecoponto ou PEV, e eles destinam para a Usina.

2 – Grandes objetos: madeira, galhos e móveis

Levar a um Ecoponto ou PEV, e eles destinam para a Usina.

3 – Resíduos Recicláveis

Coleta seletiva de porta a porta pelos caminhões das cooperativas.

4 – Resíduos domésticos orgânicos

Coleta seletiva de porta a porta pelos caminhões de lixo, conforme cronograma dos bairros.

O que antes era um cenário caótico, hoje é uma fábrica de reciclagem de sonhos de uma geração mais consciente e comprometida com a sua comunidade. Das montanhas de que acumulavam materiais de construção, pneus, entulhos, resto de móveis, carcaças de produtos eletrônicos e até animais mortos. Hoje vislumbramos esperança e um complexo, em pleno funcionamento, que recicla e transforma, além de vidas, a sociedade como um todo. E isso só se consegue com “educação ambiental” e onde toda a cidade participa, sem a população consciente, seria apenas uma usina e não uma fábrica de sonhos.

OS NÚMEROS

Através das secretarias municipais de Serviços Urbanos (SMSU) e de Obras (SMO), a Usina de Reciclagem de Resíduos da Construção Civil (RCC) tem beneficiado o município de Canoas como alternativa de sustentabilidade ambiental e econômica. Construída em uma área de 21 hectares do Parque Industrial Jorge Lanner, no bairro Niterói, a maior usina de reciclagem da construção civil brasileira e da América, garante carteira assinada, assistência social e emprego digno a 110 trabalhadores. São eles que recolhem, separam e beneficiam diversos tipos de resíduos descartados na cidade e que chegam todos os dias ao local.

A Usina também desempenha a importante função de conter a poluição nas ruas, impedir alagamentos e conduzir cada vez mais lixo ao destino correto. Em média, são 150 caminhões que chegam todos os dias com resíduos coletados pela empresa gestora, seja dos 15 Pontos de Entrega Voluntária (PEVs), dos cinco Ecopontos espalhados pelo município ou dos materiais descartados clandestinamente em algumas áreas da cidade. Desde a inauguração do espaço, já foram recolhidos o equivalente a mais de 54,4 mil caminhões de madeira, produtos mistos, terra, vegetação e volumosos.

Após passarem por um processo de triagem manual e mecânica, britagem e peneiramento, blocos, argamassa, concreto, terra e areia são reutilizados pelo município em forma de agregados recicláveis (areia, pedrisco e britas) como matéria-prima para pavimentação e obras em espaços públicos. A atual capacidade de processamento da usina é de 15 mil m³ de material em apenas um mês, o que gera a economia de R$ 600 mil mensais aos cofres públicos de Canoas. Estes valores economizados podem ser destinados a outros investimentos, como, por exemplo, reformas e equipamentos necessários para a saúde.

Além do reconhecimento da comunidade canoense e de instituições sustentáveis, a usina gera nova perspectiva de vida aos trabalhadores da reciclagem, que há duas décadas viviam em condições insalubres. Montanhas que acumulavam materiais de construção, pneus, entulhos, restos de móveis, carcaças de produtos eletrônicos, lixo doméstico e até animais mortos formavam o cenário de completo abandono no distrito. Porém, graças aos esforços da Prefeitura de Canoas nos últimos anos, a realidade de funcionários é outra.

Opinião do Prefeito Busato

“O que estamos vendo é uma oportunidade de mudar, de uma vez por todas, a cultura de descarte de resíduos na cidade. Além disso, conseguimos transformar o parque Jorge Lanner, que era um marco do desprezo com o meio ambiente por décadas, nesta referência de reciclagem organizada e de economia de recursos públicos. É o exemplo de um problema que foi convertido em solução”, comentou Luiz Carlos Busato.

Opinião de quem ajudou a construir o sonho.

Importância da Usina de Reciclagem para as gerações futuras:

Uma Usina de Reciclagem traz benefícios econômicos, ambientais e sociais. A recuperação de resíduos e sua reintegração em determinado processo produtivo asseguram a economia de matéria prima e energia, propiciando a preservação de recursos naturais e a geração de renda e emprego para a classe socialmente mais vulnerável ( inclusão social).

Portanto, quanto mais reciclar mais diminui o custo com a limpeza urbana além de evitar a poluição, reduzindo as emissões dos gases de efeito estufa que provocam as mudanças climáticas global, mantendo o meio ambiente sustentável para as gerações futuras.

Fonte: Site Notícias da Aldeia

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